Há exatamente um ano recebemos a notícia que seria um divisor de águas em nossas vidas... Eu sabia que não haveria meio termo: era céu ou fundo do poço...e o fundo do poço veio, foi horrível mas me abriu a mente para um novo rumo...
É incrível como sofremos tanto por algo, desejamos tanto uma coisa e vem Deus com seu tempo e te mostra que você não precisa nada daquilo pra ser feliz, pra ser completo...e não só isso, Ele te dá outros presentes, que realmente são importantes e mais necessários, que você, cego pelo momento, não percebia...
Ando pensando muito na questão de pedir...depois que aprendi que agradecer é muito mais significativo, comecei a avaliar se eu devia, se eu podia pedir algo... Então dias atrás, como resposta para meus questionamentos, Pe. Fábio disse: Deus não te dá o que você quer e sim o que precisa... Às vezes você pede tanto algo e não é atendido porque você não precisa daquilo ou talvez não seja a hora... E por mais difícil que seja, não podemos nos revoltar ou nos achar menos que os outros... Precisamos seguir em frente, buscar outros sonhos e, acima de tudo, ter fé... Se Jesus veio ao mundo como homem pra viver como nós e sentir na carne, quem sou eu pra ter tudo que eu desejo e não passar por nenhuma provação???
Tem também uma frase que aprendi há muito tempo "A pior coisa é a realização dos nossos sonhos." Lembro que quando a ouvi pela primeira vez fiquei chocada e é a reação de toda pessoa pra quem falo isso, mas é uma grande verdade. Às vezes você quer tanto, tanto algo e quando ele vem você não consegue administrar ou percebe que não era tão "legal" assim, mas você não desiste de ser feliz e ter paz, você continua lutando e se adaptando...
Hoje, eu poderia dizer que estou passando uma fase difícil mas eu seria muito ingrata diante de tudo o que vivi, principalmente nesse último ano, eu cresci muito e minha tentativa (digo tentativa porque nunca somos perfeitos) de crescer espiritualmente e ser mais cristã, tem me feito mais grata a cada dia... Não sou hipócrita de dizer que não há dias ruins, horas difíceis, mas eu prefiro acreditar que tudo que eu recebi e a paz que vem do meu coração são promessas de dias ainda melhores...
São tempos difíceis, tempo de guerras, violência, ganância, injustiça...mas eu acho que o pior é a negatividade das pessoas... Críticas e falta de fé não levam ninguém a lugar algum...
Bem, eu comecei dizendo que há um ano eu recebi uma notícia muito triste que mudou minha vida...foi o dia que fomos ao médico e ele disse que não podia fazer mais nada (pelos métodos tradicionais) para que tivéssemos um bebê... Foi horrível, eu não me reconhecia em meio a tristeza, mas hoje eu estou ótima com isso, às vezes me irrito por as pessoas acharem que estou falando da boca pra fora mas passa, porque só eu sei o que senti e como me sinto agora... COMPLETA com meu marido maravilhoso e nossos dois cachorros, quer dizer, filhinhos e CHEIA do amor de Deus...
#gratidão #fé #resiliência #Deusproverá #família #amigos
'Tenho motivos para odiar crianças': o polêmico testemunho de escritora francesa que se arrepende de ser mãe
Autora de livro em que lista razões para não ter filhos, Corinne Maier diz que sociedade está 'obcecada' por procriação.
A autora francesa Corinne Maier, que tem dois filhos, anuncia para quem quiser ouvir sua opinião de que, no mundo atual, os adultos estão tão obsessivos por seus filhos e tão exaustos por ter de cuidar deles que não têm energia para mais nada.
Confira o depoimento dado à BBC por Corinne, que em 2009 escreveu o livro "No kids: 40 good reasons not to have children (em tradução livre, "Sem crianças: 40 boas razões para não se ter filhos)".
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"É assustador pensarmos em quantos somos! O planeta Terra tem uma população estimada de 7,5 bilhões de pessoas. Em 2100, seremos 11 bilhões. Como o planeta vai alimentar todo mundo?
Vivemos em uma sociedade obsessiva por crianças. Um filho é considerado uma garantia de felicidade, um desenvolvimento pessoal e até um status social.
Indivíduos que não têm filhos são descritos como egoístas e cidadãos de segunda classe. Muitos deles se sentem pressionados a se justificar: 'Eu não posso ter filhos, mas eu adoro crianças.' Quando ouço isso, logo faço um comentário para inflamar a conversa. Algo como: 'Eu tenho filhos, mas tenho razões para odiar crianças'.
Não que eu esteja na posição de defender a queda da natalidade. Visto que tenho dois filhos, não posso dizer aos outros: "faça como eu". Mesmo assim, acho hipócrita esconder-me por trás de uma fumaça de idealismo ("não há nada mais bonito do que o sorriso de uma criança") para justificar minhas opções questionáveis para a vida. Sou totalmente contra essa lavagem cerebral.
Já é hora de pararmos de vender a ideia de que bebês são sinônimo de felicidade. Chega dessa grande "ilusão sobre os bebês"!
Hoje em dia, é impossível expressar sua experiência com a maternidade sem dizer: "Eu sou uma mãe (ou um pai) feliz e meus filhos são minha alegria".
Sentir-se realizada com a maternidade (ou a paternidade) agora é compulsório. Na minha experiência, a realidade é bem diferente: criar um filho é 1% de felicidade e 99% de preocupação.
Ser mãe ou pai se tornou um trabalho que consome muito tempo. Muitos pais vêm se envolvendo de maneira excessiva na educação de seus filhos e se tornando "hiperpais", presentes em todas as frentes - garantindo um café da manhã balanceado, levando a atividades extracurriculares, ajudando com a lição de casa...
Para Corinne, sentir-se realizada com a maternidade tornou-se algo obrigatório
Eu mesma hoje sou perfeitamente ciente de como estava envolvida - envolvida demais - e como me tornei o estereótipo da "mãe judia" (superprotetora, intromissiva e controladora). E isso produz crianças hipercontroladas e hiperobservadas. Tanto que eu penso em como eles conseguem, de fato, virar adultos.
Por que tanta pressão? A resposta, claro, é fornecer um número ainda maior de miniconsumidores que não vão se cansar nunca do capitalismo, que precisa vender sempre mais. É em nome das crianças que os pais compram carros, máquinas de lavar, casas e gadgets.
Crianças custam uma fortuna. Na Espanha, por exemplo, as crianças custam entre 98 mil euros e 300 mil euros cada, segundo uma organização de consumidores.
Criar meus filhos não apenas me deixou exausta, mas também me levou à falência. Em breve, minha filha vai terminar seus estudos. Vou dar uma festa. Finalmente não ter mais que bancá-la. Que alívio!
Por que sempre se diz que as crianças são o futuro? Precisamente porque não temos certeza sobre um futuro. Nossa paixão por crianças está ligada à nossa crescente preocupação com o futuro da humanidade. Com recursos naturais cada vez mais poluídos, em que mundo devastado vamos viver amanhã? E pensar que nós desistimos de tentar mudar isso!
Crianças, bem-vindas e boa sorte na entrada nesse mundo podre que seus pais, que te amam muitíssimo, te deixaram. Eles passaram tanto tempo cuidando de vocês que não tiveram tempo de transformar o mundo. Eles desistiram, penduraram as chuteiras. 'A criança é o que há de mais importante….'
Vocês vão nos perdoar, né?"









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